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Hoje é terça-feira, 12 de dezembro de 2017

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Dica

Evite dor de ouvido no avião

Evite dor de ouvido no avião

Já sentiu dor de ouvido ao viajar de avião? A dor no ouvido decorre da deficiência na equalização das pressões entre a parte média do ouvido e o meio externo. Quando o avião sobe, os gases se expandem, ou seja, ocupam mais espaço. A orelha média, região intermediária do ouvido, é uma cavidade praticamente fechada, cuja única abertura é uma comunicação estreita, a tuba auditiva, que a liga com a parte mais interna do nariz permitindo o ajuste entre as pressões externa (nariz e ambiente) e interna (orelha média). As crianças possuem uma anatomia que dificulta ainda mais a adequada função da tuba auditiva, daí sofrerem mais de dor de ouvido nas viagens. Além do fato desta comunicação ser tão exígua, somam-se algumas alterações nasais que só fazem contribuir para a maior incidência das dores de ouvido (otalgias) durante os vôos. As mais comuns são os resfriados, as gripes, as rinites alérgicas e o aumento das adenóides que geram obstrução nasal e conseqüente dificuldade de equilibrar as pressões.

Nos casos de gripes e resfriados, principalmente nos menores de três anos, é preferível adiar a viagem aérea. Na impossibilidade, é fundamental a lavagem exaustiva do nariz, pelo menos no dia anterior e, principalmente, nos momentos que antecedem a viagem, com soro fisiológico ou solução salina concentrada. Isso tornará o nariz menos obstruído permitindo, mesmo que parcialmente, a função da tuba auditiva. Outras medidas incluem o uso de antiinflamatórios, antialérgicos e descongestionantes orais pelo menos 24 horas antes da viagem, de acordo com cada caso. A utilização de vasoconstrictores nasais, de uso restrito e sempre sobre orientação médica, pode ser de grande valia nos momentos que antecedem a decolagem e a aterrissagem. A ingesta de líquidos, o ato de mascar chicletes ou mesmo deglutir a própria saliva durante os procedimentos de vôo ocasionam a ampliação momentânea da abertura do canal da tuba auditiva na sua porção nasal, ajudando no processo de equilíbrio das pressões. A compressa morna úmida em toalha pode ser solicitada à comissária de bordo e deve ser colocada sobre a orelha, com o cuidado de checar a temperatura. O calor gerado alivia a dor. O uso de analgésicos comuns, como a dipirona, pode cessar a dor, mas somente 30 minutos após a tomada. Além da dor, a sensação de ouvido tampado e perda de audição, tontura e zumbido podem ocorrer. Os sintomas podem durar minutos ou até semanas, dependo da intensidade do problema causado e da história de doenças nasais e otológicas do passageiro. Nos casos mais dramáticos pode ocorrer perfuração da membrana timpânica. Em todos os casos de dor ou qualquer sintoma otológico durante os vôos um especialista deve ser consultado.

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